Serra da Ibiapaba – Um Passeio Pelo Parque Nacional de Ubajara

Hoje você vai conhecer um Nordeste diferente, a Serra da Ibiapaba, uma terra de muita água, clima frio e uma neblina que encobre cenários espetaculares: cachoeiras, uma grande floresta, cavernas intocadas (subterrâneos de pedra que a ciência ainda não conhece).

Quem imaginaria que uma vegetação amazônica sobreviveria na região mais árida do Brasil?

Serra da Ibiapaba
Serra da Ibiapaba ou Chapada da Ibiapaba

Mata Atlântica, mata úmida, ilha de frio, cercada pelo calor do sertão. Quando se fala em Nordeste a primeira ideia é o litoral ou uma região muito seca.

Aqui nessa terra surge um outro Nordeste de clima úmido, que faz fronteira com a seca da Caatinga, uma sucessão de cenários inacreditáveis: Serra da Ibiapaba.

Terra que foi habitada por povos indígenas, muito antes dos conquistadores europeus se apaixonarem pelas belezas e pelas riquezas daqui.

Serra Grande ou Serra da Ibiapaba. Na língua tupi-guarani, significa serra talhada, por causa das rochas que cortam a montanha, um lugar que também é conhecido como Chapada de Ibiapaba.

Serra da Ibiapaba – Um Passeio Pelo Parque Nacional de Ubajara

Parque Nacional de Ubajara
Parque Nacional de Ubajara

Aqui fica o Parque Nacional de Ubajara. A área do parque era de 563 hectares, mas em 2002, foi ampliada para 6.299 hectares.

De repente no meio da trilha o paraíso e o abismo das rochas que existe aqui há muito tempo.

A Chapada da Ibiapaba ou Serra da Ibiapaba fica a pouco mais de quatro horas de viagem de Fortaleza, mas na escala do tempo da Terra ela nos leva muito mais longe, a um tempo bem distante, acredite. Quando estas montanhas ainda eram cobertas de neve, aqui começou uma história que nos ensina parte do que somos hoje.

É difícil imaginar que há 10 mil anos, na era glacial nós tínhamos temperatura de menos 10 graus aqui nessa região.

Nós temos a gruta do urso fóssil e lá foi encontrado o crânio fossilizado de um urso que hoje só tem na Cordilheira dos Andes um exemplar de animal parecido com ele.

Apesar de ser um parque nacional, ainda faltam recursos para a sinalização e cercas de proteção.

Seu Raimundo vai improvisando o caminho para nos levar a outro lugar muito especial: os paredões de janeiro.

Esse lugar serve de passagem desde o tempo em que tribos indígenas se escondiam do invasor europeu. Às vezes com a cachoeira sobre suas cabeças: um lugar perigoso para se esconder.

Vamos pra parte antiga do parque. Criada em 1959, a área de floresta guarda muitas surpresas. O teleférico do parque é um dos cartões postais da Serra da Ibiapaba. Ele desce 550 metros.

Esse bondinho é uma alternativa para o percurso longo, de quase quatro horas de caminhada, do começo do parque até a Gruta de Ubajara, isso sem falar na visão grandiosa e maravilhosa que se tem aqui.

O bondinho está em processo de reforma e serve temporariamente somente a funcionários do parque e pesquisadores.

A gente vai subir de novo e percorrer as 4 horas de trilhas cheias de história que leva até a Gruta de Ubajara.

Nossa primeira trilha vai nos levar até o outro lado da montanha. Depois de duas horas esta é a visão que temos: o mirante onde estávamos lá do outro lado e aqui deste lado a água da Cachoeira do Cafundó despencando no abismo.

Vamos descer por uma trilha histórica: esse é o caminho que levava as pessoas do distrito de Araticum até a cidade de Ubajara: são sete quilômetros que já foram frequentados por índios quando o chão era de terra vermelha depois veio o homem branco e colocou pedras.

Pretendia ser uma trilha calçada, mas é na verdade uma pedreira bastante irregular e seus riachos com pontes feitas de pequenas pedras, são um convite às quedas. Todo mundo sente a dureza do caminho.

A trilha é a única alternativa de fugir dos 60 quilômetros de rodovia que liga o distrito de Araticum a cidade de Ubajara. Há quase um século, os moradores usam a trilha para fazer negócios no comércio de Ubajara.

Gruta de Ubajara

Gruta de Ubajara-
Gruta de Ubajara

Finalmente a Gruta de Ubajara. Até lá pela década de 1950, os arredores aqui da gruta eram habitados e os moradores faziam celebrações religiosas aqui dentro da gruta e cada vez que eles vinham eles deixavam inscrições na pedra, mas a caverna está mais conservada. A gente vai entrar para mostrar como é lá.

O geólogo César Veríssimo é o desbravador do parque, é ele quem descobre novas grutas por aqui.

As cavernas da gruta se formaram pela ação do tempo e pela química, que mistura água com outros elementos capazes de dissolver a rocha e abrir estes grandes salões debaixo da superfície do parque.

A Serra da Ibiapaba ainda possui muitos outros atrativos distribuídos pelas cidades de Tianguá, Viçosa do Ceará, Guaraciaba do Norte, São Benedito, Carnaubal, entre outras ao longo dos seus mais de 200 km de extensão por 50 km de largura.

Portanto, nas suas próximas férias, não deixe de vir conhecer um pouco das belezas da Serra da Ibiapaba, na divisa com o estado do Piauí.

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