O Cânion do Rio Poti e as Inscrições Talhadas nas Pedras

O Cânion do Rio Poti é consequência de uma falha geológica ocorrida a milhões de anos e foi sendo escavado nas rochas pela erosão provocada pela força das águas e do vento, criando paisagens de indescritíveis beleza na divisa dos estados do Ceará e Piauí.

Além disso, o local apresenta diversas curiosidades que você tomará conhecimento no transcorrer da leitura deste artigo.

Vista Aérea do Cânion do Rio Poti
Vista Aérea do Cânion do Rio Poti

O Cânion do Rio Poti

O Rio Poti nasce na Serra dos Cariris Novos em Quiterianópolis,  percorrendo o sentido Sul/Norte até Crateús e deveria seguir seu curso normal e desaguar em águas cearenses, mas quando ele cruza uma falha geológica ocorrida há milhões de anos, ele encontra uma fenda e muda seu curso para sudoeste/noroeste atravessando a Serra da Ibiapaba e depois de percorrer seus 538 km de extensão,  deságua como afluente do Rio Parnaíba na cidade de Teresina.

Cânion-do-Rio-Poti
Cânion-do-Rio-Poti

O Cânion do Rio Poti estende-se pelos municípios de  Crateús (CE), Castelo, Buriti dos Montes e Juazeiro (PI) e  seu acesso pode ser feito através de duas estradas que partem de Castelo do Piauí e de Juazeiro do Piauí.

Cânion-do-Rio-Poti
Cânion-do-Rio-Poti

O Cânion do Rio Poti  é muito conhecido na região, mas para a maioria dos brasileiros ele é quase  totalmente desconhecido, entretanto sua beleza já tem atraído ecoturistas e aventureiros de várias partes do Brasil e do exterior em busca de desfrutar da exuberante paisagem selvagem e também conhecer suas inscrições rupestres.

Os Paredões

Canion Rio Poti
Paredões- C. do Rio Poti

Seus paredões de pedra chegam a  60 metros de altura, com diversas escavações causadas nas rochas pela ação das águas ao longo de milhões de anos, criando paisagens de extrema beleza e encantamento.

Em alguns trechos encontram-se cavernas e abrigos naturais que os pescadores da região usam para proteger-se das tempestades na época das chuvas.

Por estar em área de Caatinga, possui relevo, fauna e flora bastante peculiar e às vezes endêmicas, sendo necessário que sejam preservados  e  protegidos.

Cânion-Rio-Poti
Paredões-Cânion-Rio-Poti

Em alguns trechos do Cânion do Rio Poti, encontramos algumas quedas d’água de beleza inigualável e onde é possível tomar um delicioso banho para abrandar o calor intenso da região.

Corredeiras-do-Rio-Poti
Corredeiras-do-Rio-Poti

 

Inscrições Rupestres

Pinturas Rupestres-Cânion-do-Rio-Poti
Pinturas Rupestres-C.-do-Rio-Poti
Desenhos Rupestres- C. do Rio Poti
Desenhos Rupestres- C. do Rio Poti

Em algumas rochas existem inscrições rupestres retratando o cotidiano da época do homem das cavernas, porém são muito diferentes das encontradas no Parque Nacional de Sete Cidades (PI) e do Sitio Arqueológico da Serra da Capivara (PI).

A diferença consiste no seguinte, enquanto em Sete Cidades e na Serra da Capivara as inscrições são pinturas, no Cânion do Rio Poti, a maioria das inscrições foram esculpidas em baixo-relevo nas pedras com figuras geométricas ainda indecifráveis.  Toda essa magnífica e extraordinária preciosidade ainda não foi estudada a fundo pelos pesquisadores e estudiosos. Trata-se de um dos maiores acervos artísticos-culturais das civilizações do período paleolítico, encontrados em toda a América do Sul.

Gravuras Baixo-Relevo
Gravuras Baixo-Relevo
Gravura Baixo-Relevo- Canion do R. Poti
Gravura Baixo-Relevo- Canion do R. Poti
Gravura Baixo-Relevo -C. do Rio Poti
Gravura Baixo-Relevo -C. do Rio Poti

Os órgãos públicos municipais, estaduais e federais já começaram a movimentar-se para garantir a preservação de toda a área do Cânion do Rio Poti, visando transformar o lugar numa Unidade de Conservação (UC) a fim de evitar o turismo predatório já que a região é de grande riqueza natural e potencial turístico.

Estão envolvidos nesse projeto, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Pi), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Universidade Federal do Piauí (UFPi), dentre outros órgãos.

Crateús

Cidade localizada no sudoeste do estado do Ceará, numa região denominada “sertões de Crateús” e banhada pelo Rio Poti,  está a 350 km de distância da capital do estado, Fortaleza. Sua população é de  aproximadamente  75 mil habitantes, onde ocupa a décima terceira posição como cidade mais populosa do estado. Seu clima é quente e seco com temperaturas médias acima de 30 graus.

Seu povoamento iniciou-se  no século XVII, quando da época do ciclo econômico da carne seca  e charque, se destacou como entreposto comercial entre o Piauí e o Ceará, devido a uma depressão geográfica  entre a Serra Grande e a de Ibiapaba, que facilitava o tráfego entre os dois estados e que há milhões de anos criou o Cânion do Rio Poti.

Devido a essa conexão natural entre o Ceará e o Piauí, o mercantilismo entre os dois estados e o crescimento ao redor da estrada de ferro, a cidade de Crateús desenvolveu-se como centro urbano e comercial, sendo a maior cidade da região dos Inhamuns.

 

 

Onde se hospedar em Crateús

– Oriente Plaza Hotel – Rua Firmino Rosa, 920 –Centro Tel. (88) 3691-0311

– Spazio Hotel – Rua José Albano, 1216 – Planalto – Tel. (88) 3691-1274

– Cavalcante Park Hotel – R. Santos Dumont, 66 –Centro – Tel.(88) 3691-4000

– Hotel Laianny – R. Dom Pedro II, 1100 –Centro Tel.(88) 3691-1722

 

Como chegar em Crateús

Partindo de Fortaleza pegue a BR-020/BR-226 (via Independência), BR-020/CE-257/CE-176 (via Santa Quitéria). De Crateús segue para Buriti dos Montes.

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